Dona Maria entrou na casa devagar, os pés descalços tocando o piso frio do hall como se fosse a primeira vez que pisava em um lugar assim. Os olhos dela se arregalaram, passeando pelas paredes altas, pelos quadros antigos, pelos vasos de flores que Luna sempre cuidava. Ela parou no meio da sala, girou devagar, os braços abertos como uma criança.
— Casa… — murmurou, a voz rouca mas cheia de encanto. — Casa…
Faziam anos que Maria não pisava em uma casa, depois do nascimento de sua filha, sua mora