Subi as escadas com o desenho nas mãos, sentindo o papel dobrado entre meus dedos como se fosse algo muito mais frágil do que realmente era.
Benjamin me esperava na porta do quarto dele.
—Coloca na sua parede — pediu. —Perto da sua cama.
—Por quê?
—Para eu saber que você vai ver quando acordar.
Aquilo apertou meu peito de um jeito estranho.
—Tudo bem — falei, entrando no meu quarto.
Prendi o desenho com fita na parede, bem ao lado da mesa de cabeceira. A casa sem grades ficou ali, simples, tort