A manhã seguinte chegou com um sol tímido, como se ainda estivesse indeciso depois da chuva da noite anterior. A casa acordou aos poucos. Primeiro o barulho da cafeteira, depois passos no corredor, por fim a voz de Benjamin reclamando que a meia estava “do lado errado”.
— Meias não têm lado — Mark disse, da cozinha.
— Essa tem — Benjamin rebateu. — Ela me odeia.
— Dramático — respondi, entregando outra meia.
Benjamin pegou a meia satisfeito e saiu correndo, e Mark me olhou por cima da caneca.
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