Eu estava sentada no sofá, enrolada no cobertor de lã, com Mingau dormindo no meu colo e os olhos fixos na porta da frente.
Arthur tinha saído há vinte minutos. Vinte minutos que pareceram vinte anos.
Eu tinha ligado para Mirielen logo depois que ele saiu, ainda meio tonta do enjoo.
— Mi — eu disse, a voz baixa pra não acordar Mingau. — O Arthur foi na farmácia.
— Farmácia? — ela perguntou, e eu podia ouvir o barulho de vento e o motor do carro ao fundo. — Você tá doente?
— Não sei — respondi,