Arthur estava na cozinha desde cedo, preparando algo com uma concentração que eu raramente via nele. Não era um relatório financeiro, não era um contrato milionário. Era uma caixa de madeira, pequena, com tampa deslizante.
— O que você está fazendo? — perguntei, me aproximando com duas xícaras de café.
— Uma surpresa — ele respondeu, sem tirar os olhos do que fazia. — Para a Sophia.
Olhei por cima do ombro dele. Dentro da caixa, sobre uma camada de algodão branco, havia uma pequena pá de jardim