A porta do quarto se fechou atrás de nós com um clique suave.
O som pareceu ecoar mais alto do que deveria.
Talvez porque, pela primeira vez em muito tempo, não havia pressa.
Nem fuga.
Nem medo imediato.
Só nós dois.
Arthur ainda estava perto demais.
Tão perto que eu conseguia sentir o calor do corpo dele mesmo sem tocá-lo.
Meu coração batia forte.
Não de medo.
Mas de algo muito mais perigoso.
Expectativa.
Ele passou a mão pelo cabelo, como se estivesse tentando recuperar o controle