Sophia acabou adormecendo quase uma hora depois.
A febre começou a baixar lentamente.
Não o suficiente para tranquilizar totalmente.
Mas o bastante para permitir que respirassem.
Arthur continuava sentado ao meu lado na cama. As mangas da camisa social estavam dobradas. A gravata afrouxada. O cabelo levemente desalinhado.
Ele parecia menos intocável.
Mais real.
Eu ainda segurava Sophia contra o peito quando percebi que minhas mãos tremiam.
Não era só pela febre dela.
Era por tudo.
Ricardo.
Hele