77 - Velório de Vigneto

ARIEL MACEY

O espelho do banheiro estava ligeiramente embaçado pelo vapor do banho, criando uma imagem fantasmagórica do meu reflexo.

Passei a mão pelo vidro, limpando o centro, e encarei a mulher que me olhava de volta.

Havia sombras arroxeadas sob os olhos que seria melhorado com corretivo e a palidez da pele destacava ainda mais meu cabelo ruivo molhado.

Respirei fundo, tentando me acalmar.

É só um funeral, disse a mim mesma. Você já fez coisas piores. Você já invadiu sistemas, roubou senhas, mentiu para pessoas olhando nos olhos. Ir a um velório com a presença dos dois homens que são seu inferno pessoal, é apenas mais um dia na vida de Ariel Macey.

Levei a mão à lateral da cabeça. O curativo branco estava ali

— Vamos lá — murmurei.

Com cuidado, descolei as pontas do adesivo. A pele estava sensível, dolorida. Quando removi a gaze, examinei o estrago.

Não sangrava mais. Peguei um pedaço menor de gaze e fita microporosa cor da pele, fazendo um curativo muito mais di
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