ARIEL MACEY
O espelho do banheiro estava ligeiramente embaçado pelo vapor do banho, criando uma imagem fantasmagórica do meu reflexo.
Passei a mão pelo vidro, limpando o centro, e encarei a mulher que me olhava de volta.
Havia sombras arroxeadas sob os olhos que seria melhorado com corretivo e a palidez da pele destacava ainda mais meu cabelo ruivo molhado.
Respirei fundo, tentando me acalmar.
É só um funeral, disse a mim mesma. Você já fez coisas piores. Você já invadiu sistemas, roubou senhas, mentiu para pessoas olhando nos olhos. Ir a um velório com a presença dos dois homens que são seu inferno pessoal, é apenas mais um dia na vida de Ariel Macey.
Levei a mão à lateral da cabeça. O curativo branco estava ali
— Vamos lá — murmurei.
Com cuidado, descolei as pontas do adesivo. A pele estava sensível, dolorida. Quando removi a gaze, examinei o estrago.
Não sangrava mais. Peguei um pedaço menor de gaze e fita microporosa cor da pele, fazendo um curativo muito mais di