DANTE VELASQUEZ
A segunda-feira chegou cinzenta, como a maioria das segundas-feiras em Seattle, ignorando completamente que o meu mundo havia mudado de cor no fim de semana.
O despertador tocou às seis. Desliguei-o antes do segundo toque. Tomei um banho frio para despertar os nervos. Saí do banho e vesti um terno cinza de corte italiano, camisa branca engomada e abotoaduras de prata. Penteei o cabelo para trás, saí do quarto e caminhei silenciosamente pelo corredor em direção ao quarto de Luna.
Girei a maçaneta da porta dela, que estava entreaberta.
— Bom dia, pequena... — comecei a sussurrar, entrando no quarto, mas a cama de Luna estava vazia.
Havia apenas um lugar onde ela poderia estar.
Recuei e caminhei até o quarto de hóspedes, no final do corredor.
A porta estava encostada, deixando escapar uma fresta de luz. Empurrei a porta devagar, com cuidado para não fazer barulho.
Ariel estava dormindo, ou cochilando, recostada em vários travesseiros. E sentada na cama, c