ARIEL MACEY
Dante estava quente, exalando um leve cheiro de álcool e perfume. Ele enterrou o rosto na curva do meu pescoço, a barba por fazer roçando minha pele sensível, causando arrepios.
Não me movi bruscamente. Apenas expirei, relaxando no abraço dele, sentindo aquela sensação de segurança que só ele me dava.
— Você demorou... — sussurrei, a voz rouca de sono.
— Desculpe, foi difícil me livrar da multidão. — ele respondeu, a voz grave vibrando contra minhas costas. — Vim o mais rápido que pude, já que você prometeu que estaria aqui.
Virei-me devagar nos seus braços, ficando de frente para ele.
Meus olhos se acostumaram à escuridão. Dante tinha tirado o smoking. Estava apenas de cueca e seu corpo magnífico exposto. Ele parecia exausto.
Levei a mão ao rosto dele, acariciando a bochecha áspera.
— Como foi?
Dante fechou os olhos ao meu toque, suspirando.
— Foi um circo. — Ele abriu os olhos, e a escuridão neles era profunda. — Meu pai estava radiante. — Ele fez uma