64 - Assuntos tristes

ARIEL MACEY

Dante estava quente, exalando um leve cheiro de álcool e perfume. Ele enterrou o rosto na curva do meu pescoço, a barba por fazer roçando minha pele sensível, causando arrepios.

Não me movi bruscamente. Apenas expirei, relaxando no abraço dele, sentindo aquela sensação de segurança que só ele me dava.

— Você demorou... — sussurrei, a voz rouca de sono.

— Desculpe, foi difícil me livrar da multidão. — ele respondeu, a voz grave vibrando contra minhas costas. — Vim o mais rápido que pude, já que você prometeu que estaria aqui.

Virei-me devagar nos seus braços, ficando de frente para ele.

Meus olhos se acostumaram à escuridão. Dante tinha tirado o smoking. Estava apenas de cueca e seu corpo magnífico exposto. Ele parecia exausto.

Levei a mão ao rosto dele, acariciando a bochecha áspera.

— Como foi?

Dante fechou os olhos ao meu toque, suspirando.

— Foi um circo. — Ele abriu os olhos, e a escuridão neles era profunda. — Meu pai estava radiante. — Ele fez uma
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