ARIEL MACEY
A luz do corredor invadiu o escritório como um holofote acusador, cortando a penumbra onde eu me escondia.
A porta se abriu totalmente.
Eu apertei as mãos nas costas, escondendo os dedos trêmulos, e forcei meus olhos a focarem na silhueta parada.
Era Alfredo.
O mordomo estava vestido com um robe de veludo azul-escuro sobre o pijama, segurando uma pequena lanterna de mão, embora a luz do corredor fosse suficiente.
— Srta. Ariel? — Ele piscou, surpreso, baixando o facho da lanterna que, por um instante, tinha cegado meus olhos. — O que a senhorita faz aqui no escuro? Ouvi um barulho de... bem, fico feliz que era só a senhorita.
Soltei o ar dos pulmões com tanta força que meus ombros caíram. Tive que me apoiar discretamente na estante de livros para não desabar.
— Alfredo... — Limpei a garganta, forçando um sorriso. — Desculpe, eu não queria assustar ninguém. Eu só... eu estava procurando algo.
Alfredo entrou no escritório, a expressão mudando de suspeita pa