DANTE VELASQUEZ
— Qual é a sua brilhante explicação para estar noivo de uma mulher enquanto trepa com a babá da sua filha?!
A pergunta dela foi vulgar e despida de qualquer timidez. Ela estava certa em estar furiosa. Eu estaria. Se a situação fosse inversa, se eu descobrisse que ela tinha outro homem, outro compromisso, enquanto gemia meu nome.
Mas a dor nos olhos dela era o que me matava. Não era apenas raiva, era decepção. E eu odiava ser o motivo dessa decepção.
Respirei fundo, forçando meu corpo a relaxar, embora cada nervo estivesse em alerta máximo. Eu precisava ser racional. Precisava que ela entendesse a lógica, não a emoção. Ariel era inteligente. Ela me entenderia.
— Sente-se, Ariel — pedi, apontando para a cadeira à frente da minha mesa.
— Eu prefiro ficar em pé — ela retrucou, cruzando os braços.
— Tudo bem. — Encostei-me na borda da mesa, cruzando os tornozelos, tentando parecer menos ameaçador e mais... honesto. — Você se lembra do dia em que meu pai convoc