57 - Um noivado é binário

ARIEL MACEY

Eu me sentia dormente. Era uma sensação curiosa, como se meu corpo estivesse ali, mas minha consciência estivesse flutuando a alguns metros de distância, observando tudo em câmera lenta.

Noivo.

A palavra ricocheteava dentro do meu crânio, colidindo com as memórias da noite anterior, com o calor da pele de Dante, com os gemidos, com a promessa implícita de que estávamos tendo algo... diferente.

— Srta. Ariel?

A voz de Alfredo me trouxe de volta à terra, embora a aterrissagem tenha sido forçada e sem graça. Pisquei, focando no mordomo que me olhava com uma expressão de pesar genuíno, como se ele soubesse sobre o que há entre mim e o chefe.

— Sim, Alfredo?

— Eu... eu sinto muito por essa cena lamentável. — Ele ajeitou a postura, visivelmente desconfortável. — O Sr. Dante não foi avisado. Ninguém foi.

— Entendo.

Alfredo pareceu ponderar se deveria ou não continuar a conversa. Ele olhou para o corredor vazio onde Dante tinha desaparecido atrás de Charlotte m
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