ARIEL MACEY
Abri os olhos devagar, sentindo meu corpo protestar deliciosamente contra qualquer movimento. Cada músculo parecia ter sido esticado e relaxado, deixando uma lassidão gostosa nos meus membros.
Virei a cabeça no travesseiro e dei de cara com ele.
Dante já estava acordado. Ele estava deitado de lado, apoiado em um cotovelo, com o lençol cobrindo-o apenas da cintura para baixo. O peito largo e definido estava exposto, marcado aqui e ali por arranhões avermelhados que me fizeram corar instantaneamente ao reconhecer a autoria.
Ele me observava dormir, com um meio sorriso preguiçoso nos lábios.
— Bom dia — ele sussurrou, a voz rouca de sono, vibrando na quietude do quarto.
Sorri de volta, puxando o lençol para cobrir meus seios nus.
— Bom dia... Há quanto tempo você está me olhando?
— O suficiente para contar dezenove sardas no seu ombro esquerdo — ele respondeu, estendendo a mão livre para traçar o caminho das tais sardas com a ponta do dedo.
Fechei os olhos p