ARIEL MACEY
A cena diante de mim parecia um frame congelado de um filme de mau gosto.
Dante Velasquez, o homem que há vinte minutos estava me convidando para "dormir" com ele, estava ali, sem camisa, ofegante. E Ester, a empregada que me odiava com todas as fibras de sua alma, estava nua na frente dele.
Meu cérebro levou alguns segundos para processar. Senti o sangue drenar do meu rosto
— Ariel, não... — a voz de Dante quebrou o silêncio, pareceu desesperada.
Ele deu um passo na minha direção. Ester virou-se e sorriu. Um sorriso de triunfo. Como se dissesse: "Veja, sua babá idiota. Este é o lugar que me pertence."
— Desculpa... — sussurrei. — Eu... eu não queria atrapalhar.
Dei um passo para trás, pronta para correr. Pronta para me trancar no meu quarto e sumir dali antes que a humilhação me engolisse.
— PARE! — O grito de Dante foi alto o bastante para acordar a casa inteira.
Não foi um pedido. Foi uma ordem que vibrou nas paredes. Parei, encarando-o com a mão no ba