DANTE VELASQUEZ
Luna tinha adormecido profundamente no carro, embalada pelo movimento e pela exaustão feliz de um dia de "primeiras vezes". Ao meu lado, Ariel estava quieta, olhando pela janela.
Estacionei o carro na entrada da garagem. Desci do carro com cuidado para não acordar Luna. Ariel pegou as bolsas e abriu a porta da frente para mim. A mansão estava com, apenas as luzes de serviço acesas. Alfredo já devia ter se recolhido.
Subimos as escadas e Ariel foi na frente, abrindo a porta do quarto de Luna e ligou o abajur.
Depositei minha filha na cama com delicadeza. Ela se remexeu um pouco e afundou no travesseiro, abraçando o ar até que Ariel colocou o urso Pimpão nos braços dela.
Ariel tirou os tênis de luzinha de Luna, cobriu-a com o edredom e beijou sua testa.
— Boa noite, meu anjo — ela sussurrou.
Aproximei-me do outro lado da cama. Afastei uma mecha de cabelo loiro do rosto de Luna e beijei sua bochecha.
— Boa noite, filha.
Saímos do quarto, deixando a porta e