ARIEL MACEY
O shopping center no centro de Seattle estava lotado, um formigueiro humano de sexta-feira à noite buscando refúgio da chuva e entretenimento fácil.
Geralmente, eu me misturava à multidão. Era o meu superpoder: ser invisível, apenas mais um rosto na massa. Mas hoje, caminhar ao lado de Dante Velasquez tornava o anonimato impossível.
Mesmo vestindo jeans e jaqueta de couro, ele irradiava uma aura que fazia as cabeças girarem. Não era apenas a beleza, embora, ele fosse bonito de doer, era a postura. Ele caminhava pelo piso do shopping como se fosse o dono do prédio, abrindo caminho entre adolescentes barulhentos e casais de mãos dadas com autoridade.
Luna estava no meio de nós, segurando minha mão direita e a mão esquerda de Dante. Ela praticamente flutuava, dando pequenos saltos a cada três passos, os tênis de luzinha piscando freneticamente.
— Nunca vi tanta gente junta — Dante comentou, franzindo o nariz ao desviarmos de um grupo de turistas. — Por que as pessoa