ARIEL MACEY
A calçada parecia girar sob os meus pés.
— Saia — ordenei ao motorista.
Ele me olhou confuso, segurando o volante com as mãos suadas.
— Como é, moça? O taxímetro...
— Eu disse para ir embora! — gritei, batendo a mão no teto do carro. — Você perdeu uma criança! Suma da minha frente antes que eu chame a polícia e denuncie sua negligência!
O homem não precisou ouvir duas vezes. O medo da responsabilidade falou mais alto. Ele arrancou o carro com um pneu cantando, deixando-