ARIEL MACEY
Luna franziu o narizinho, pensativa. Ela pegou o tablet novamente.
"Papai não gota de nada. Só de wiski e gritá."
Segurei uma risada nervosa. A descrição era precisa demais.
— Todo mundo gosta de ganhar presente, Luna. Até o papai. Pensa bem... tem alguma coisa que ele goste? Alguma cor?
Ela balançou a cabeça negativamente e digitou:
"Ele é xato."
— Bom, então vamos ter que descobrir — declarei, levantando-me e estendendo a mão para ela. — Vamos ao shopping, como prometido. Mas agora temos uma missão extra: Achar algo que faça o coração de gelo do seu pai derreter, nem que seja só um pouquinho.
Chamei um Uber Black. Durante o trajeto, tentei racionalizar o uso do cartão. Dante era bilionário. O que gastaríamos ali seria troco de pão para ele. E, tecnicamente, eu estava gastando com a filha dele e com ele.
Nossa primeira parada foi uma loja de roupas femininas. Eu precisava desesperadamente de roupas que não fossem uniformes ou trapos velhos.
— Ok, cons