ARIEL MACEY
A poeira de tijolo e cimento parecia pó de ouro sob o sol da tarde.
Para qualquer outra pessoa, aquele era apenas um canteiro de obras barulhento e sujo. Para mim, era o som da minha independência sendo construída, martelada e concretada.
Ajeitei o capacete branco de segurança sobre o meu cabelo preso e apontei para a viga mestra do salão principal da antiga tecelagem.
— No, no! — falei em meu italiano cada vez melhor para o mestre de obras, Giuseppe. — Quella parete deve essere