HENRICO VIGNETO
A luz da manhã na Toscana infiltrou-se pelas frestas das venezianas pintando faixas douradas sobre os lençóis brancos.
Eu estava acordado há meia hora, mas me recusava a me mover, porque ao meu lado, Ariel dormia profundamente.
Ela estava deitada de bruços, com o rosto virado na minha direção, uma das mãos espalmada sobre o meu peito, como se estivesse reivindicando território até no sono. O cabelo ruivo estava espalhado pelo travesseiro e pelas costas, como um fogo bagunçado