ARIEL MACEY
Eu ainda estava flutuando. Minhas pernas pareciam gelatina, meu cérebro estava enevoado por endorfinas, mas uma coisa estava clara: eu precisava sentir a pele dele na minha.
As mãos e boca de Henrico tinham sido mágicas, mas agora eu queria o peso dele. Eu queria a força.
Meus dedos se atrapalharam com os botões da camisa dele.
— Por que tantos botões? — reclamei, rindo nervosamente enquanto um botão teimoso se recusava a sair da casa. — Vocês italianos e essa obsessão por alfaiataria complexa...
— É para criar suspense — ele respondeu, sorrindo, aquele sorriso torto e arrogante que eu tinha aprendido a gostar. Ele segurou minhas mãos, parando minha luta inútil, e simplesmente puxou a camisa por cima da cabeça.
— Ei! — protestei, rindo.
— Problema resolvido. — Ele me puxou para um beijo, a pele quente do peito dele colidindo com a minha nudez. O contraste da pele dele, ligeiramente áspera pelos pelos e quente como uma fornalha, contra a minha sensibilidade pós-orgas