Eliza*
A cozinha estava tomada por um cheiro familiar de comida caseira e rotina, aquele tipo de cheiro que acalma, mesmo quando a cabeça insiste em não colaborar.
Eu organizava os pratos sobre a mesa enquanto Regina ajeitava os talheres com a precisão de quem fez aquilo a vida inteira. Tudo parecia normal demais… e talvez fosse exatamente isso que me deixava inquieta.
Desde a visita da assistente social, aquela conversa entre Regina e ela não saía da minha cabeça.
Eu tentava disfarçar, mas meu