Segurei a mão da Lívia com mais força do que o necessário enquanto caminhávamos até a sala. Não porque ela precisasse, mas porque eu precisava. Meu corpo inteiro entrou em alerta no instante em que ouvi o nome dela.
Verônica.
Ela estava sentada no sofá como se fosse dona do lugar. Elegante demais pra uma manhã comum, sorriso calculado, postura impecável. Quando nos viu, se levantou rápido demais.
— Meu amor… — ela abriu os braços.
Lívia soltou minha mão sem hesitar e correu até ela.
Verônica a abraçou forte, beijou o rosto, os cabelos, a testa, como se quisesse provar alguma coisa para alguém invisível.
— Eu estava morrendo de saudade de você — disse, a voz doce demais pra ser inocente. — Você sabe disso, né?
Livia assentiu se afastando dela, essa é minha menina.
Observei tudo em silêncio. Cada gesto. Cada excesso.
Verônica então levantou o olhar para mim. O sorriso mudou. Não sumiu, afiou.
— Bom dia, Alana.
— Bom dia — respondi, educada. Neutra. Por fora.
Ela soltou Lívia devagar e f