Olhei para baixo, perdida no próprio peito que parecia pequeno demais para tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo. Leonardo tocou meu queixo com delicadeza e ergueu meu rosto, obrigando meus olhos a encontrarem os dele.
— Nem pensa numa coisa dessas — murmurou antes de selar nossos lábios num beijo calmo, quase um abraço em forma de toque. — Não é você que está trazendo problemas. São eles. A culpa não é sua.
— Sei lá, Leonardo… — Minha voz falhou. — Parece que todo dia aparece alguém pra gritar comigo nessa casa. Você sendo ameaçado. A Livia sempre assustada…
De repente me dei conta.
— Cadê ela?
— Com a minha mãe — ele respondeu, rápido, me puxando de volta antes que eu surtasse de vez. — Vem cá.
Caí no abraço dele, me segurando como se o mundo estivesse ruindo. Ele segurou meu rosto, os olhos firmes e quentes como sempre.
— Nem pense em ir embora. Aqui é o seu lugar. A gente vai enfrentar isso juntos.
As lágrimas simplesmente transbordaram. Ele me beijou devagar, com uma ternura que