Acordei sentindo um peso gostoso sobre mim. Abri os olhos devagar e encontrei Alana praticamente deitada no meu peito, o braço dela jogado por cima de mim como se fosse dono do território. Sorri sozinho, lembrando da noite anterior. Passei a mão nos cabelos dela, devagar, como quem teme estragar algo sagrado.
— Hmm… que gostoso — ela murmurou, com aquela voz rouca de sono.
— Eu sou, eu sei — respondi, convencido de propósito.
Ela riu.
— Eu tava falando do carinho, mas tudo bem.
Se deitou ao meu lado, sorrindo torto, aquela expressão que sempre acaba comigo.
— Dormiu bem? — perguntei, virando-me para encará-la.
— Muito. E você?
— Como nunca.
Me inclinei para beijá-la, mas ela virou o rosto e meu beijo caiu na bochecha.
— Tô com bafo.
— Quem se importa?
Ela riu, e então eu a beijei de verdade. Acordar com ela era algo ridiculamente bom. Bafo, cabelo bagunçado, olhos inchados… não fazia diferença. Eu já estava perdido nela.
— Me espera aqui, pra gente descer juntos — pedi, me levantando.