Alana me encarou séria. Os olhos dela brilhavam, cheios de lágrimas, como se esperasse que a vida fosse, mais uma vez, cruel com ela. E aquilo doeu em mim. Porque justamente agora… agora eu queria que o mundo provasse o contrário. Queria que ela sentisse, na pele, o quanto é amada, valiosa e essencial.
— Pode entrar — ela disse baixinho, desviando o olhar.
— Não. Vamos lá embaixo.
Ela me fitou de novo, confusa, mas não discutiu. Pegou o celular, passou por mim e desceu a escada em silêncio. Eu ia atrás, cada degrau apertando meu coração, estou muito mais nervoso do que ao liderar grandes reuniões da empresa.
No fim da escada, ela virou para o escritório.
— Não — murmurei, tocando na mão dela. — É pra cá.
A testa dela se franziu pela segunda vez, mas ela veio comigo. Cruzamos a sala de jantar, e parei diante da porta da cozinha. Fiz um gesto com a mão.
— Olha.
Ela virou o rosto devagar, como se estivesse com medo de ver um fantasma… e então entrou. Eu fiquei encostado no batente, obser