Alana me encarou séria. Os olhos dela brilhavam, cheios de lágrimas, como se esperasse que a vida fosse, mais uma vez, cruel com ela. E aquilo doeu em mim. Porque justamente agora… agora eu queria que o mundo provasse o contrário. Queria que ela sentisse, na pele, o quanto é amada, valiosa e essencial.
— Pode entrar — ela disse baixinho, desviando o olhar.
— Não. Vamos lá embaixo.
Ela me fitou de novo, confusa, mas não discutiu. Pegou o celular, passou por mim e desceu a escada em silêncio. Eu