Abaixei a cabeça diante do olhar firme de Regina. Ela estava parada na porta, como se fosse a guardiã daquele espaço. Pensei em sair, mas sua voz me interrompeu:
— Pode ficar, se quiser.
Hesitei. Mas ao ver que seus olhos não estavam duros, apenas observadores, voltei para o lugar, próxima da professora de Lívia. Roberta sorria enquanto olhava pai e filha ao piano, como se testemunhasse um pequeno milagre.
— É bom ver o senhor Leonardo tocando novamente — comentou, com uma ponta de entusiasmo.
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