20. Segredos obscuros
Atlas Cross
É loucura.
A mais completa loucura do mundo.
Minhas mãos continuam no queixo de Elise, como se meu corpo tivesse decidido agir antes da minha razão. O beijo é quente, urgente, carregado de algo que estava preso há tempo demais. Não é delicado. Não é calmo. É fome.
O gosto dela me atinge como um golpe baixo.
Ela é bonita, charmosa, inteligente.
Senti uma pontada de irritação. Eu quem tanto julguei Damien, agora entendia muito bem o que ele via naquela garota.
Os dedos macios dela se fecham na minha camisa, amassando o tecido, como se precisasse de algo sólido para se manter de pé. Um som baixo escapa de seus lábios quando eu aprofundo o beijo, e tudo em mim grita para continuar. Para esquecer quem sou. Para esquecer quem ela é.
Meu subconsciente tenta me alertar.
Tarde demais.
Minha mão desce pela lateral do corpo dela, sente o calor, a fragilidade misturada com uma força que me enlouquece. Elise treme sob meu toque, e isso acende algo primitivo em mim. Algo perigoso.
Ela