Capítulo 71 p1

Maitê Moreli

Eu estava na varanda do bangalô, observando toda aquela imponente estrutura da mansão. O lugar parecia carregar memórias que, segundo diziam, haviam sido minhas: momentos felizes, importantes, mas a minha mente era um vazio absoluto. Nada, nenhuma lembrança, apenas um silêncio escuro que me corroía por dentro.

De repente, um táxi entrou pelos portões da propriedade e seguiu pela alameda, virando à esquerda em minha direção. Meu coração disparou. O carro parou bem diante do bangalô e, quando as portas se abriram, por um instante achei que meus olhos me enganavam. Eram eles: Hunter... e meus pais.

Um nó subiu à minha garganta. Finalmente, enfim, eu voltaria para casa.

— May! — “Hunter” desceu apressado do banco do carona, contornou o carro e, sem hesitar, me envolveu em um abraço apertado.

— “Hunter”... mãe... pai... ainda bem que vieram! — sussurrei, quase soluçando.

— Sí, hijita, venimos por ti! — disse meu pai, emocionado.

— Gracias, papá! — agradeci e logo me virei para
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