Maitê Moreli
Eu estava na varanda do bangalô, observando toda aquela imponente estrutura da mansão. O lugar parecia carregar memórias que, segundo diziam, haviam sido minhas: momentos felizes, importantes, mas a minha mente era um vazio absoluto. Nada, nenhuma lembrança, apenas um silêncio escuro que me corroía por dentro.
De repente, um táxi entrou pelos portões da propriedade e seguiu pela alameda, virando à esquerda em minha direção. Meu coração disparou. O carro parou bem diante do bangalô