Maitê Moreli
Hunter ofegava diante de mim depois de me puxar e me acomodar em seu colo. Nossas faces estavam tão próximas que podíamos sentir o hálito um do outro.
— Pesadelo? — indaguei.
— Acho que sim, mas o pesadelo virou sonho — sussurrou ele, deslizando a mão do meu rosto até a nuca. — E quero que esse sonho, vire realidade.
O mundo ao redor pareceu emudecer. Não era o silêncio desconfortável de quem não sabe o que dizer, mas aquela quietude rara em que o tempo se suspende, nos convidando