Eu estava na terceira gaveta quando ouvi a porta.
Tinha começado pela prateleira, depois fui para o baú no quarto menor, depois para a cozinha, vasculhando tudo com a sistemática de quem precisa muito de uma coisa específica e está disposta a aceitar qualquer aproximação razoável dela. Não havia papel em lugar nenhum daquela cabana, nem caneta, nem lápis, nem nada que se parecesse remotamente com instrumento de escrita, e a frustração disso havia crescido ao longo da manhã até virar uma obsessã