POV Verena
Marlene tentou se defender, mas Paloma foi mais forte. Eu a vi se atirar sobre ela com uma força que eu não sabia que tinha, uma fúria que não era repentina, e sim acumulada ao longo de anos de silêncios, de culpas não ditas, de noites em claro perguntando em que momento tudo havia se torcido. Suas mãos tremiam, mas não hesitaram.
Marlene caiu no chão com um grito abafado, e naquele instante senti que o mundo parava, como se até o ar tivesse decidido observar.
— Sério? É isso que v