POV Emma
No hospital.
O hospital sempre cheirava igual: desinfetante e remédio. Um aroma que se entranhava na pele e não saía facilmente, como se o lugar se encarregasse de lembrar que ali ninguém tinha o controle absoluto de nada.
Estávamos todos do lado de fora.
Esperávamos notícias da Nora.
O corredor era longo, branco demais, silencioso demais. As luzes fluorescentes incomodavam os meus olhos, fazendo-os arder, e o piso polido refletia figuras distorcidas que pareciam fantasmas sem rumo