Mundo ficciónIniciar sesiónDois jovens, Noah e Lia, com estilo de vida diferentes, se encontram por acaso, ambos têm seus próprios segredos e passados trágicos, motivo para não se deixarem aproximar um do outro. Ela é uma estudante inteligente e esforçada, decidida a crescer na vida. Ele é um jovem eclético e talentoso. Em meio a curiosidade e dúvidas de seus poderes, conseguem compartilhar momentos juntos e se ajudarem, porém, algo que parecia natural começa a se tornar imprevisível e perigoso. Sendo obrigados pelas circunstâncias, eles tentam permanecer juntos para poder combater todo o caos que está por vir em seus futuros.
Leer másA noite ficava mais fria, enquanto o coração de Lia se aquecia com aquelas palavras ouvidas de Noah. Ele fechou os olhos com um sorriso estampado no rosto; sua mente agora podia sossegar um pouco, apesar de tantas coisas ainda pendentes. Ela pensou que aquilo era uma sensação estranha.— Você quer dormir, Lia? — Não, é apenas a dor que está forte. — Você já está fazendo isso há quanto tempo? — Deve ser uns 35 minutos. — Então está no pico da dor. Descansa, eu vou fazer algo para comer. — Tudo bem, então vá lá. Eu vou suportar aqui. Noah deu um riso preocupado, se levantou e seguiu até a cozinha. A mente ainda refletia sobre as possibilidades, tentando decidir qual caminho seguir em sua vida. Ainda absorto, ele começou a preparar a comida, como se fosse um simples passatempo para ocupar o corpo enquanto os pensamentos reinavam. Enquanto cortava os legumes, Noah sentiu a lâmina pesar um pouco mais a cada movimento. Era estranho pensar que, mesmo com tanto caos ao redor,
Emilyn mal podia esperar para perguntar.— Ele não mentiu com você, mas você realmente o deixaria ir depois disso? Ele atirou em você... quer dizer, na Lia.— Na verdade… a responsabilidade recai mais sobre você do que sobre ele.— Em mim? O quê? Como assim? Noah exalou um suspiro pesado.— Quando ele atirou, estava só testando minha velocidade. Aquela arma tinha três níveis, e ele a trouxe exatamente pra isso. Emilyn piscou lentamente. Por um segundo, tudo voltou — o clarão, o estampido, o grito que não saía da garganta. A imagem de Lia caindo. Um tremor percorreu seu corpo. ela lembrou que nunca tinha visto Volker usar aquela arma.— Certo, mas ele ainda tentou te matar depois disso. Isso não importa?— Foi como ele explicou… um mal-entendido. Achou que você tinha dito que eu era perigoso demais pra ser deixado vivo. Porque, se não fosse isso, você teria detectado que ele mentia. Não é? Ela parou por alguns instantes, pensativa. De fato, não havia percebido nenhuma
Lia estava completamente confusa. Nada daquilo fazia sentido. Noah, ao seu lado, exibia a mesma curiosidade.— Vocês podem parar de fazer suspense? – disse Noah – Lia me contou como aconteceu; ela despertou normalmente. Então, o que vocês estão tentando dizer? Volker e Emilyn se encararam em silêncio — finalmente entenderam. Volker respirou fundo antes de falar:— O primeiro critério para despertar a Ortus é que a criança não pode ter interferência das energias dos pais. O choque foi imediato: Noah lembrou-se de que era órfão, e fazia todo sentido que Lia não tivesse despertado.— Não. Espere! explique direito. – questionou Noah — Lia, você não precisa esconder se alguém lhe deu seu Ortus. – acalmou Emilyn – O Clã não a repreenderá por isso..— É como Emilyn disse. Mas, se ela afirma que realmente despertou, só há uma explicação. É importante que entendam: os critérios para o despertar são rigorosos. O primeiro é bem conhecido: Se as energias dos pais forem similares às da c
Os céus ainda estavam nublados, um clima agradável para uma conversa que provavelmente seria longa. Noah sentiu o ar pulsar com a energia de Lia, com seus fios vibrando sutilmente em direção à sala. Ao entrar, viu-a encarando Volker, seus olhos o ameaçavam. Sua expressão raivosa manteve-se fixa ao olhar para Noah.— Lia, preciso de um minuto com você. Lia olhou para sua mão conectada aos fios. Noah a tranquilizou.— Não se preocupe, não senti nenhuma ação suspeita. — Ah, só estancava os sangramentos. Já deve ter sido o suficiente. Lia recolheu a energia aos poucos, como se desfiasse um tecido. Acompanhou Noah até o quarto, mantendo a tensão nos olhos. Assim que entrou, bateu a porta, a casa tremeu levemente, ela explodiu:— Seu idiota irracional! Acha que não percebi? – seus olhos brilharam num azul escuro intenso por um segundo, como se a raiva tivesse cor. Noah parecia surpreso, mas sabia do que ela falava. Contudo, não era a prioridade naquele momento. Permaneceu calad
Último capítulo