Isabela não esperava que, assim que a garota abrisse a boca, fosse tocar num ponto tão importante para o caso.
— Posso gravar? — Ela perguntou.
A menina assentiu levemente com a cabeça.
Isabela tirou um gravador da bolsa.
A menina continuou:
— Ela quer ficar com tudo que era deles, todo o patrimônio do casal. — Seus lábios estavam ressecados e pálidos. — Ela nunca pensou em como eu me sentia. Nunca se importou se eu estava viva ou morta. Para ela, só existe dinheiro.
A voz dela era baixa, rouca,