Anne Smith
A quarta dose de tequila bateu como um soco de veludo. Minha cabeça estava leve, a música parecia vibrar dentro do meu peito e aquela irritação matinal com o Matheus Arantes estava se transformando em algo... perigoso. Eu sabia que ele estava lá em cima, na área VIP, provavelmente falando de milhões de dólares enquanto tomava um uísque que custava o meu aluguel.
— Anne, você está encarando a escada do VIP há cinco minutos — Sophie comentou, me cutucando com o cotovelo. Ela já estava bem mais solta, os olhos brilhando. — Se quer subir e dar um chute na canela dele, vai logo. Ou vai lá e assume que está louca para ver se o nó da gravata dele desata tão fácil quanto sua paciência.
— Eu não quero ver nó de gravata nenhum, Sophie — menti descaradamente, virando a última dose de uma vez. — Eu só estou... analisando a arquitetura do lugar. O Max fez um trabalho incrível com aqueles lustres.
— Aham, arquitetura. Sei — ela riu, me puxando pela mão. — Vem, vamos dançar. Se ficarmos p