Anne Smith
O lugar estava completamente lotado. Confesso que, devido ao tempo que não curtíamos uma noitada, eu havia perdido um pouco do costume, mas nada que uma bebida forte não resolvesse. Me impressionei pela forma como, mesmo depois de anos, o Max conseguiu manter a personalidade desse lugar intacta. Para falar a verdade, a boate estava ainda mais bonita, com aquele ar de "pecado sofisticado" que só ele sabia criar.
Fomos direto para o bar. Sentamos nas banquetas de frente para o balcão e acenei para o barman, que já nos conhecia de outras vindas aqui. O privilégio de ser a melhor amiga da "primeira-dama" da Queenz tinha suas vantagens: sabíamos que poderíamos beber até o sol raiar sem nem encostar na carteira. É óbvio que eu não faria isso; meu orgulho é maior que a minha sede, mas saber que a porta estava aberta sempre dava um gostinho melhor ao drinque.
— Boa noite, moças! Faz tempo que não aparecem por aqui. O que vão querer? — o barman nos recebeu com um sorriso de comercia