O sol mal havia rompido o horizonte quando Hellena abriu os olhos, o corpo ainda sensível às marcas da noite anterior. A lembrança de Augusto — do toque dele, do olhar ardente que a queimava — era uma chama viva em sua pele. Mas, agora, o silêncio do quarto pesava. O alfa já havia partido, deixando apenas o cheiro amadeirado que ainda impregnava os lençóis.
Hellena suspirou e se levantou, o corpo dolorido, mas o coração inquieto. Sabia que algo mudara entre eles — e também sabia que a ausência dele naquela manhã não era coincidência.
Antes que pudesse refletir mais, uma batida firme soou na porta.
— Senhorita Hellena? — A voz era da criada. — O alfa e os pais dele estão no salão. Pediram sua presença.
Ela arqueou as sobrancelhas, surpresa. O coração disparou, mas a expressão que moldou no rosto foi serena — fria, quase desafiadora. Vestiu um vestido simples, de tecido leve, e deixou o cabelo solto, caindo em ondas sobre os ombros.
Se Augusto queria medir forças, ela estava pronta.
Qua