O céu estava pesado, o mesmo cinza opaco que parecia nunca mais se dissolver desde que a Névoa começou a se romper nos cantos de Verídia. Liora caminhava há dois dias, embrenhada nos veios mais antigos da floresta de Myrelis — um labirinto de troncos retorcidos, galhos cobertos de musgos e raízes tão grossas que pareciam ossos de um mundo ancestral.
O caminho era traiçoeiro, e o vento trazia sussurros que não pareciam ser só do vento. Seus pés já estavam machucados, mas ela conhecia aquele tipo