Thariel não dormiu naquela noite.
O vento que corria entre as folhas trazia mais do que o frio habitual — havia nele um murmúrio, uma vibração invisível que se insinuava pelos telhados, adentrava janelas entreabertas, arrepiava a pele dos sensíveis. Era como se o ar soubesse de algo que o povo ainda não sabia. Como se o mundo prendesse o fôlego, prestes a exalar uma verdade antiga.
Na antiga forja de pedras, Cael ainda observava a madeira queimando devagar. O colar com a pedra âmbar pendia entr