O silêncio naquele corredor era sufocante. A luz fria, impiedosa, iluminava rostos tomados pelo desespero.
Ana, de joelhos, apertava as mãos contra o peito, tremendo. Seus olhos estavam vermelhos, quase sem lágrimas.
— Senhor... — sua voz mal saía, engasgada na própria dor. — Não leva ela... não leva minha menina... Por favor, Deus, devolve ela pra mim... Ela tem tanto pra viver, pra amar... não pode ser agora... não...
Augusto, sempre o pilar, agora parecia quebrado. A mão dele repousava no om