LIANDRA
O portão de ferro cedeu com um estrondo quando o lobo negro o atravessou.
Liandra chegou segundos depois, a respiração curta, o coração acelerado, o ar pesado de sangue e medo.
Felipe estava à frente, enorme, selvagem, os olhos rubros em fúria, o lobo completamente tomado.
Ao redor, o caos.
Dois corpos rasgados jaziam próximos à parede.
O cheiro metálico do sangue misturava-se ao perfume doce que só poderia ser de Alice.
Ela ainda estava viva. Fraca, mas viva. O coração de