O vento naquela madrugada cortava como navalha, mas Sasha Volkov avançava pela trilha de terra batida sem pressa, como se cada passo carregasse a certeza do fim.
Vestia preto dos pés à cabeça, um sobretudo pesado ocultando o corpo largo e preparado. Nos olhos âmbar, havia uma escuridão silenciosa. O tipo de silêncio que precede a execução.
A cabana, isolada, envelhecida, nos limites esquecidos do território dos Rurik, cheirava a madeira úmida e fracasso.
Daniil Vetrov morava agora entre o pó e