“Mia…”
O som cortou o silêncio da madrugada como uma faca afiada.
Baixo. Rouco. Tão próximo que fez o coração dela acelerar.
O corpo de Mia se moveu sob os lençóis, os músculos reagindo antes da mente entender.
O quarto estava mergulhado em penumbra, iluminado apenas pela lua cheia, que se derramava pelas cortinas brancas como véus translúcidos.
O ar tinha cheiro de maresia e magia — denso, vibrante, quase elétrico.
Por um instante, ela acreditou que estava sonhando.
Mas a voz voltou.
“Luna…”
A