A passagem dos dias na Costa da Lua não era linear; era um fluxo e refluxo de obrigações e silêncios. Para Mia, cada manhã se desdobrava como um pergaminho de deveres a serem cumpridos. A rotina da família Blackwolf era um marulhar constante de vozes infantis, de decisões da alcateia, do peso suave e incessante do título de Luna. No entanto, sob a superfície calma de sua existência, uma inquietação sutil teimava em crescer, uma sombra alongada de uma premonição que ela não conseguia decifrar. E