A porta se abriu devagar, e um vento frio varreu as velas e incensos.
A luz do corredor recortou uma silhueta alta e sombria.
— Bryan... — a voz grave soou baixa, carregada de urgência.
Ele ergueu o rosto.
Na soleira, estava Ben.
Os olhos azuis ardiam na penumbra, trazendo com eles o cheiro da floresta, da guerra e da mudança.
— Precisamos falar. Agora.
O mundo pareceu prender a respiração.
O Alfa despedaçado deu lugar, pouco a pouco, ao guerreiro.
Algo antigo e inevitável estava para acontecer.
— Bryan... eu sei que é difícil, mas... Eles precisam de você na Sala de Reunião. Agora.
Bryan continuou sentado. — Ben... vocês podem tomar essa decisão sozinhos.
O silêncio se alongou, até que Benjamin precisou cortar o torpor.
— Não podemos, Bryan. O conselho precisa da sua presença. Estão esperando o Alfa dizer se vamos atacar a Underground ou não. A Alcateia está paralisada.
Bryan fechou os olhos. Ele sabia o que o silêncio do Conselho significava.
Com um úl