Narrado por Alex
Ela sorriu. Um sorriso pequeno, íntimo, cheio de uma paz que raramente víamos em nossos dias. Então, se esticou como um gato, seu corpo nu se arqueando sob os lençóis, e se inclinou para me beijar. Seus lábios tinham sabor de sono, tinham o sabor dela.
— Faz muita hora que você acordou, meu amor? — perguntou, a voz rouca da noite de excessos.
— Tempo suficiente — respondi, capturando seus lábios novamente em um beijo mais profundo, mas ainda suave. — Para apreciar a pessoa mais linda do mundo.
Ela riu baixinho contra minha boca. — Que maravilha. Mas esse tempo todo… não te deu também um pouco de fome?
Cortou o momento doce com a praticidade típica dela, e eu não pude evitar um sorriso. Era uma das mil coisas que a tornavam perfeita para mim: a capacidade de ir da submissão absoluta à objetividade mais terra-a-terra em um segundo.
— Sim, estou com fome — admiti, minha mão deslizando pela curva de sua cintura. — Afinal, tenho uma chama insaciável que consome