● Aneliese Moore ●
O som do sax preenche o ar como uma fumaça dourada, sinuosa, que parece se enroscar nas pessoas, nos copos, nas conversas que sussurram entre mesas. O bar é pequeno, mas tem alma de gigante — cada canto vibra com um tipo de magia que não se explica, só se sente.
As luzes são amareladas, suaves, quase tímidas, projetando reflexos sobre as garrafas que decoram o balcão. O aroma de vinho e madeira antiga se mistura ao perfume de especiarias e ao som abafado de risadas que escapa