â Aneliese Moore â
O som do sax preenche o ar como uma fumaça dourada, sinuosa, que parece se enroscar nas pessoas, nos copos, nas conversas que sussurram entre mesas. O bar Ă© pequeno, mas tem alma de gigante â cada canto vibra com um tipo de magia que nĂŁo se explica, sĂł se sente.
As luzes sĂŁo amareladas, suaves, quase tĂmidas, projetando reflexos sobre as garrafas que decoram o balcĂŁo. O aroma de vinho e madeira antiga se mistura ao perfume de especiarias e ao som abafado de risadas que escapa