☆ Narradora ☆
O mundo voltou para Aneliese em fragmentos.
Primeiro, o som.
Um bip ritmado e distante, insistente demais para ser ignorado. Um zumbido baixo de vozes ao fundo, como se alguém estivesse falando dentro d’água. Depois, o cheiro forte e inconfundível de hospital — álcool, antisséptico, algo metálico que se alojava no fundo da garganta.
Aos poucos, a consciência foi se encaixando em seu lugar.
Suas pálpebras pesavam como se tivessem sido costuradas com fios de chumbo. O corpo inteiro